Quando a infinita crise da GM se tornou finita
A 21 de Fevereiro de 2009 coloquei na área de blog do "AutoSport" o seguinte texto:
Quando a infinita crise da GM se tornou finita
Quando a infinita crise da GM se tornou finita
A GM (USA) está em crise há muitos anos, tendo a sua administração convencido alguns de que tinham efectuado um bom trabalho para tornar a GM uma boa empresa.
A GM (USA) teve tantos anos para fazer um trabalho relativamente bom. Infelizmente este gigante americano passou estes anos todos a fazer asneiras. É estranho (apesar de sabermos que quem tem o poder sabe mantê-lo a todo custo, mesmo que somente em benefício próprio e não em benefício do futuro da empresa - falta de liderança) as pessoas de topo da GM não serem corridas, e sem levarem nenhum bonus. O argumento deve ser que se eles se forem embora não há quem os substitua (argumento que no século XXI já não convence).
Relativamente à Opel que fez um trabalho aceitável e que tem carros com qualidade para serem considerados como tal, a Opel esteve sempre dependente das decisões da GM américa, tendo-lhe castrado o seu desenvolvimento. No entanto, a estupidez americana é tanta que nem souberam aproveitar o maior desenvolvimento da Opel em termos de carros para aplicá-lo nas marcas americanas (pois a maioria dos carros americanos não passam de umas carroças; para obesos americanos). Pelo menos a FORD (que está bem melhor financeiramente) percebeu que a FORD Europa é tecnicamente superior à FORD USA e tem usado essa ajuda para se aguentar melhor nos USA.
A SAAB, que apesar de ser uma marca de pequeno volume, tinha algumas características diferenciadoras que deveriam servir para ter uma vida equilibrada (também financeira), ao passar para as mãos da GM foi sempre mal comandada pela GM. Os responsáveis da GM passaram todos estes anos a dizer que gostam muito da SAAB valorizando a sua cultura, no entanto, a sua enorme incompetência em deixar a SAAB ser ela própria e em desenvolver um programa claro de trabalho levou a que a SAAB nunca saísse dos prejuízos e que os vários protótipos muito interessantes que foram aparecendo nos salões, não fossem transformados em reais modelos ou quando o foram demoraram tanto tempo a estar disponíveis no mercado que perderam todo o impacto que tinham tido no início.
Tristezas que vão acabar mal, ou agora ou mais tarde.
O desaparecimento de algumas marcas será sempre bom para as que ficarem pois estas passarão a ter uma fatia do bolo a ganhar, ou seja, aumentar a sua quota de mercado, podendo mesmo corresponder a maior volume de vendas (comparado com o do ano aureo de 2007).

<< Página inicial