domingo, 11 de abril de 2010

O futuro do sector automóvel. Das parcerias (joint ventures) às aquisições

Vários presidentes ou responsáveis máximo de grupos ou marcas de automóveis têm dito que no futuro o sector automóvel irá ficar reduzido a um pequeno número de grupos de marcas. Para eles a sobrevivência de marcas automóveis passará pela necessidade de reduzir custos  através de racionalização dos componentes e módulos que compõem os carros. Quem já o pratica confirma a coerência de tal decisão. No entanto, também há marcas que, com volumes de produção mais pequenos, têm conseguido sucessos comerciais e financeiros. O que se tem verificado e continuará a suceder é a existência de parcerias entre marcas ou aquisições de marcas por outros grupos de marcas. Assim a troca de capital, podendo ir de 0% até 100%, entre empresas estará associada a estratégias que poderão  ser bem ou mal sucedidas, como se tem verificado nas últimas dezenas de anos. Para bem do  consumidor e da existência de um leque alargado de diversidade e  escolha esperemos que  no futuro estejam disponíveis uma grande variedade de marcas de carros, desde que bem geridas e que acrescentem algo comparativamente  com a concorrência.

Quem segue o sector automóvel sabe bem da importância dada à presença de uma marca no mercado dos Estados Unidos da América (USA). A grande dimensão desse mercado, o consumismo levado ao extremo, o seu alto nível de competitividade, a livre concorrência, levaram qualquer marca de automóveis que acredite no seu valor mundial, tendo uma estratégia global, a expor-se comercialmente nos USA.

sábado, 3 de abril de 2010

Audi Quattro e Walter Röhlr voltaram agora ao Col de Turini

O famoso Audi Quattro que revolucionou os ralis nos anos 80 voltou ao Col de Turini (Monte Carlo) pelas mãos de Walter Röhlr.

Recordar momentos (da adolescência) inesquecíveis.
A revista inglesa Autocar oferece-nos na sua página da internet um vídeo que me avivou a memória sobre momentos passados na Serra de Sintra a presenciar o  Rali de Portugal http://www.autocar.co.uk/VideosWallpapers/Videos.aspx?AR=247942&CT=V
Lembro-me de estar na Serra de Sintra no fim da Peninha e este mesmo Walter Röhlr no Audi Quattro, na última curva longa antes da tomada de tempo, bater com a roda direita da frente nas pedras da berma (pedras bicudas que serviam de berma da estrada). Logo a seguir à pancada passa a linha de tomada de tempo e depois faz um pião na zona mais larga que corresponde ao início de um s que dava acesso ao controlo de tempo. O carro fica com a roda e suspensão quase arrancada. O Walter Röhlr arranca logo para o controlo de tempo.
Eu desci a correr a encosta da Peninha até à estrada que vai do cruzamento do cabo da roca para colares, e quando cheguei lá abaixo fui dar directamente à assistência da Audi, na berma da estrada do lado do mar. Nesse mesmo momento chegou o Walter Röhlr, parou o carro, e os mecânicos da Audi colocaram o macaco na frente do carro. Em poucos minutos retiraram toda a suspensão da frente direita e substituiram por uma nova. Naquela altura para além dos mecânicos e pessoas da equipa eu era dos poucos que estava ali a presenciar àquele trabalho espectacular. Ainda nem colocavam fitas à volta para que as pessoas não se aproximassem.
Também me recordo bem da primeira aparição dos Audi Quattro no rali de Portugal. Já estava habituado a ir para a serra de sintra ver o rali, mas nesse ano, numa curva da classificativa da Peninha nem queria acreditar. Os outros carros travavam para fazer a curva mas os Audi passavam muito mais depressa e até parecia que não travavam, para eles aquilo era como se fosse uma recta. Mas se calhar já também travavam, mas com o pé esquerdo ... enquanto o direito continuava no acelerador.
E tiro o chapéu a este Senhor Walter Röhlr por outras histórias tais como o tempo que deu à concorrência (num Fiat Abarth) na classificativa de arganil, a mais longa do rali, com nevoeiro denso.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Quando a infinita crise da GM se tornou finita

A 21 de Fevereiro de 2009 coloquei na área de blog do "AutoSport" o seguinte texto:


Quando a infinita crise da GM se tornou finita

A GM (USA) está em crise há muitos anos, tendo a sua administração convencido alguns de que tinham efectuado um bom trabalho para tornar a GM uma boa empresa.

A GM (USA) teve tantos anos para fazer um trabalho relativamente bom. Infelizmente este gigante americano passou estes anos todos a fazer asneiras. É estranho (apesar de sabermos que quem tem o poder sabe mantê-lo a todo custo, mesmo que somente em benefício próprio e não em benefício do futuro da empresa - falta de liderança) as pessoas de topo da GM não serem corridas, e sem levarem nenhum bonus. O argumento deve ser que se eles se forem embora não há quem os substitua (argumento que no século XXI já não convence).
Relativamente à Opel que fez um trabalho aceitável e que tem carros com qualidade para serem considerados como tal, a Opel esteve sempre dependente das decisões da GM américa, tendo-lhe castrado o seu desenvolvimento. No entanto, a estupidez americana é tanta que nem souberam aproveitar o maior desenvolvimento da Opel em termos de carros para aplicá-lo nas marcas americanas (pois a maioria dos carros americanos não passam de umas carroças; para obesos americanos). Pelo menos a FORD (que está bem melhor financeiramente) percebeu que a FORD Europa é tecnicamente superior à FORD USA e tem usado essa ajuda para se aguentar melhor nos USA.
A SAAB, que apesar de ser uma marca de pequeno volume, tinha algumas características diferenciadoras que deveriam servir para ter uma vida equilibrada (também financeira), ao passar para as mãos da GM foi sempre mal comandada pela GM. Os responsáveis da GM passaram todos estes anos a dizer que gostam muito da SAAB valorizando a sua cultura, no entanto, a sua enorme incompetência em deixar a SAAB ser ela própria e em desenvolver um programa claro de trabalho levou a que a SAAB nunca saísse dos prejuízos e que os vários protótipos muito interessantes que foram aparecendo nos salões, não fossem transformados em reais modelos ou quando o foram demoraram tanto tempo a estar disponíveis no mercado que perderam todo o impacto que tinham tido no início.
Tristezas que vão acabar mal, ou agora ou mais tarde.
O desaparecimento de algumas marcas será sempre bom para as que ficarem pois estas passarão a ter uma fatia do bolo a ganhar, ou seja, aumentar a sua quota de mercado, podendo mesmo corresponder a maior volume de vendas (comparado com o do ano aureo de 2007).

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FIAT dá lições de gestão às marcas americanas

A 17 de Abril de 2009 coloquei na área de blog do "AutoSport" o seguinte texto:


FIAT dá lições de gestão às marcas americanas

O CEO da FIAT, Sergio Marchionne, depois de salvar a FIAT e ter mostrado à GM o que é ser líder no sector automóvel, está neste momento a mostar à CHRYSLER como esta poderá sobreviver.

A FIAT já teve um acordo com a GM em que a GM ficaria dona da FIAT ao fim de um certo número de anos. Colaboraram essencialmente no fabrico de motores, colaboração essa que se mantém ainda hoje.
No entanto, os Italianos não foram nada parvos, e colocaram uma clausula no contrato, em que se a GM não cumprisse o acordado teria de pagar uma choruda indemnização à FIAT. Isto tudo aconteceu numa altura em que a FIAT estava quase na falência.
Como a GM faltou ao contratado teve de dar uma indemnização muito grande à FIAT, que a aproveitou para resolver os seus graves problemas financeiros. Diga-se em abono da verdade que a administração da FIAT, para além de receber este dinheiro, definiu e implementou uma estratégia de lançamento de produtos e restruturação interna que possibilitou recuperar a FIAT. É de se tirar o chapéu ao trabalho efectuado pela equipa da FIAT, encabeçada por Sergio Marchionne.
Como é do conhecimento geral a CHRYSLER está em grandes dificuldades, e a situação não tem nada de novo. A MERCEDES-BENZ tinha comprado a CHRYSLER pensando que a fusão dessas duas companhias tornaria a MERCEDES uma empresa mais poderosa e com maiores lucros. O presidente da MERCEDES da altura, Jürgen Schrempp, até se separou da sua mulher para poder dedicar-se a tempo inteiro à tarefa de comandar essa fusão. O resultado desta aventura mal conduzida foi a redução dos lucros da MERCEDES, com alguns anos de prejuízos na CHRYSLER, terminando com a venda da mesma CHRYSLER a um fundo financeiro (continuando ainda com uma pequena parte das acções da mesma, 20%, e que se pretende ver livre dela). Claro que estas mudanças aconteceram já com um novo presidente da MERCEDES-BENZ Dieter Zetsche, tendo o anterior desaparecido da circulação.
Assim, a surpresa de uma aliança entre a FIAT e a CHRYSLER foi enorme. No entanto, com se pode ver na entrevista dada por Sergio Marchionne,  http://www.theglobeandmail.com/servlet/story/RTGAM.20090414.wrfiat15/BNStory/Business ao periódico “The Globe and Mail”, a FIAT sabe bem o que pretende dessa aliança, e só a concretizará caso estejam asseguradas as condições para a mesma vingar.
Nessa entrevista Sergio Marchione disse “The minute you talk to me about historical entitlement in an organization that is technically bankrupt, it's a nonsensical discussion”, mostrando que para a Chrysler sobreviver vai ter de mudar muito. [como o acesso à entrevista pelo site anteriormente apresentado passou a obrigar a existência de password de acesso poderão ler a entrevista pelo acesso http://www.fiatgroup.com/it-it/mediacentre/interviews/Documents/The%20Globe%20and%20Mail%2015-04-2009.pdf - site do grupo FIAT].
Para quem ainda possa ter alguma dúvida de que Sergio Marchionne tem razão vejam o video desta entrevista [todos aqueles que gostam de ouvir um bom líder não devem perder este vídeo]. http://www.cnbc.com/id/15840232?play=1&video=684392780

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009




TESTE
1ª experiência no meu blog